O grupo de espionagem cibernética Kimsuky, ligado ao governo da Coreia do Norte, começou a operar sistemas de inteligência artificial (IA) de forma offline em seus servidores. A descoberta foi detalhada em relatório divulgado pelo Genians Security Center nesta segunda-feira (10), após meses de rastreamento e análise de dados operados pela unidade de cibercrime.
Ao invés de recorrer a plataformas públicas de IA, os invasores instalaram programas que funcionam sem conexão com a internet, como Ollama, GPT4All e Msty. A estrutura permitiu à equipe conectar documentos privados a modelos de linguagem para fazer buscas automatizadas. Eles também reuniram componentes de programação para embutir recursos de inteligência artificial diretamente em seus programas maliciosos.
De acordo com o artigo, os pesquisadores da Genians não encontraram provas de que o Kimsuky tenha treinado um modelo de IA do zero, porém ressaltaram o impacto do uso das ferramentas já existentes. “Esta mudança é notável porque vai além de uma alteração na forma como os documentos de atração são criados e demonstra que a IA pode permitir a automação e a produção em larga escala de ataques de engenharia social”, destacou a equipe.
O Kimsuky atua em uma fase de “pesquisa e aquisição de conhecimento”, na qual testa diferentes tecnologias para automatizar etapas do ataque, segundo os analistas.
