Um tribunal sírio condenou o ex-presidente e ditador Bashar al-Assad à morte nesta terça-feira, 11, em um julgamento à revelia, segundo a agência Reuters. O juiz responsável aplicou a sentença depois de imputar a Assad os crimes de "assassinato premeditado e intencional de mais de uma pessoa e de crianças, tortura, prisão arbitrária e crimes contra a humanidade".
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A decisão chega após quase quatro meses de processo e marca a primeira condenação imposta a Assad pela Justiça síria. Rebeldes depuseram o líder em dezembro de 2024, em uma ofensiva que encerrou décadas de poder da sua família.
As notícias da sentença percorreram Damasco rapidamente. Cidadãos se reuniram em frente ao tribunal para comemorar, cantando e agitando bandeiras do país.
Tribunal também condena irmão de Assad e chefe de segurança
O mesmo tribunal também condenou à morte Maher Assad, irmão do ex-presidente. Ele comandava a temida Quarta Divisão Blindada.
A unidade reprimiu protestos e recapturou territórios para o regime. Além disso, acusações indicam que ele liderou o tráfico de drogas para enriquecer o clã Assad.
O tribunal também aplicou a pena de morte a Atef Najib, oficial de segurança do regime em Deraa, província onde os primeiros protestos contra Assad eclodiram em 2011. As forças de segurança sírias prenderam o primo de Assad no início de 2025, e os juízes o julgaram como o único réu presente no tribunal.
