O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não é possível “cravar” a votação do chamado PL da Misoginia nesta semana, apesar de considerar a proposta “urgente” para o país. Ele deu a declaração durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 11.
“Como eu disse, a Câmara já deu diversas demonstrações de que não compactua com nenhum tipo de violência contra as mulheres”, disse. “Porém, eu ainda não consigo cravar que o projeto da misoginia será votado nesta semana, porque dependo da deliberação do Colégio de Líderes.”
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Motta afirmou que o projeto está entre as prioridades durante o esforço concentrado do Legislativo. Segundo ele, “esse é um projeto urgente para o Brasil” e a Casa não pode “compactuar com mulheres sendo agredidas, violentadas e mortas todos os dias”.
“Essa violência é inadmissível em qualquer lugar: desde a violência verbal e a violência nas redes sociais até a violência no ambiente de trabalho”, disse. Para Motta, “a misoginia é uma prioridade para a Câmara dos Deputados”.
Pontos de divergência
Um dos principais obstáculos para a votação está na resistência da Frente Parlamentar Evangélica. De acordo com Motta, integrantes da bancada querem maior clareza sobre os critérios “sobre como o crime de misoginia será comprovado para que quem o cometa possa vir a ser punido”.
