Na sessão desta terça-feira (11), o contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com queda de 4,69%, cotado a US$ 5.654 por tonelada.
O Barchart apontou que os preços do cacau recuaram para o menor nível da semana e fecharam em forte baixa, pressionados pela melhora nas condições de cultivo na Costa do Marfim e em Gana. “O clima favorável tem estimulado a floração dos cacaueiros antes do início da principal colheita, previsto para o próximo mês”, destacou.
O aumento da oferta em Gana também contribuiu para pressionar as cotações. Na última quarta-feira, a agência reguladora do cacau do país informou que 750 mil toneladas foram colhidas na safra 2025/26, que termina no fim deste mês.
O volume representa alta de 25,6% em relação às 597 mil toneladas registradas na safra 2024/25, reforçando as expectativas de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.
Café
Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou o pregão com alta de 0,57%, cotado a US$ 3,15 por libra-peso.
O barchart apontou a alta foi impulsionada pelas preocupações com possíveis impactos do terremoto de grande magnitude que atingiu a Colômbia na segunda-feira sobre o abastecimento de café. O país é o segundo maior produtor mundial de arábica.
O terremoto, de magnitude 7,4, atingiu regiões produtoras como Caldas e Risaralda, que respondem por cerca de um quarto da produção colombiana.
