A SpaceX, Amazon e Blue Origin são algumas das companhias aeroespaciais que solicitaram autorização à Comissão Federal de Comunicações dos EUA para lançar mais de um milhão de data centers orbitais no espaço nos próximos dez anos. O pedido vem como uma proposta de solução para a crescente escassez de energia, mas vem preocupando cientistas.
Segundo estimativas do Instituto de Pesquisa em Energia Elétrica, os data centers de inteligência artificial podem, sozinhos, responder por 17% do consumo de eletricidade nos Estados Unidos. Cientes disso, as companhias propõem levar esta infraestrutura para o espaço, onde é bem mais fácil de produzir energia solar. Além disso, o calor irradiado poderia ser dissipado mais facilmente. Fácil, certo?
Só que não. Apesar de prometer aliviar a sobrecarga das redes elétricas e dos reservatórios de água terrestres, o plano acendeu um alerta vermelho entre cientistas. O motivo? Se conduzida em larga escala, esta operação pode desencadear uma crise ambiental inédita na atmosfera superior do planeta devido ao acúmulo de poluentes de lançamentos e reentradas dos veículos espaciais.
Riscos para a atmosfera terrestre
Hoje, a órbita da Terra abriga quase 20 mil satélites; quando chegarem ao fim das suas vidas úteis, estes equipamentos vão reentrar pela atmosfera, onde vão ser queimados e transformados em cinzas tóxicas.
