O Banco Central divulgou nesta terça-feira (11) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), documento que chamou atenção pelo tamanho reduzido em relação à edição anterior.
A ata passou de 25 para 19 parágrafos, enquanto a seção dedicada à condução de juros encolheu de 9 para apenas 4 parágrafos.
Elisa Machado, economista-chefe da KAT Investimentos, aponta que a decisão de encurtar o texto em múltiplas mensagens.
Para ela, a redução representa uma adequação ou um retorno ao que se fazia normalmente.
“A reunião anterior veio acompanhada de um parágrafo falando sobre o trimestre seguinte ao horizonte relevante, ou seja, foi uma ata muito grande, com uma inovação e uma justificativa diferente do que víamos normalmente nas atas do Copom, e o Banco Central sofreu algumas críticas por conta disso”, explicou.
Elisa destacou que a menor oferta de guidance não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Segundo ela, tanto o Banco Central brasileiro quanto o americano têm adotado uma postura de fornecer menos sinalizações sobre as próximas reuniões.
“A gente vem de um período em que se aprendeu a fazer política monetária ao estilo do sistema de metas de inflação, em que esse guidance, essa coordenação das expectativas por parte do mercado, sempre foi muito importante”, afirmou.
Diante da inflação elevada no pós-pandemia, os bancos centrais passaram a reverter essa tendência.
