Há mais de cinco anos, no dia 9 de abril de 2021, uma funcionária da CBF pediu afastamento da entidade por motivos de saúde. A razão era o comportamento do então presidente, Rogério Caboclo. Em áudios obtidos pelo ge na época do caso, foram constatadas atitudes abusivas do mandatário, inclusive com perguntas sobre a vida sexual da secretária.
Rogério Caboclo comandou a CBF entre 2019 e 2021, até ser afastado pelo Conselho de Ética da Entidade, após três denúncias de assédio sexual e moral. Meia década depois de seu afastamento, Caboclo quer voltar a viver a política do futebol, e anunciou à imprensa na última segunda-feira, 10, que pretende concorrer ao cargo de presidente do São Paulo Futebol Clube.
Caboclo atualmente se defende das polêmicas por ter decisões favoráveis na justiça. Em outubro de 2023, foi declarado inocente das três acusações de assédio, com o Supremo Tribunal Federal (STF) dando baixa no último processo. Além disso, o dirigente também conseguiu reverter denúncia do Conselho de Ética da CBF.
Ascensão e carreira política
Rogério Caboclo será o chefe de delegação da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo 2018
Nascido em 2 de julho de 1973, em São Paulo, Rogério Caboclo é filho de Carlos Caboclo, diretor de futebol do São Paulo nos anos 1970 e 1980. Tanto Rogério quanto seu irmão Maurício são conselheiros vitalícios do clube paulista.
