Argentina passa a exigir seguro saúde para estrangeiros
Os estrangeiros que não residem na Argentina passarão a pagar por atendimentos médicos não urgentes em hospitais públicos do país, anunciou nesta terça-feira (11) o governo do presidente Javier Milei. A medida, segundo o Executivo, busca combater o chamado "turismo de saúde".
Uma resolução publicada no Diário Oficial colocou em prática um decreto de 2025 que alterou a Lei de Migrações. A única exceção prevista é para casos de risco de vida.
"O atendimento de emergência não será cobrado nem deve ser atrasado por procedimentos burocráticos ou administrativos", afirmou o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira.
Segundo o Ministério da Saúde, serão atendidos sem demora pacientes com infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos graves, queimaduras extensas e emergências obstétricas, pediátricas ou neonatais, entre outros casos.
Já os estrangeiros que não comprovarem residência permanente e precisarem de um tratamento sem urgência deverão ter um seguro de saúde ou pagar o valor total do serviço antes de serem atendidos por um médico.
O decreto também estabeleceu requisitos mais rígidos para a obtenção de residência e cidadania e determinou expulsões mais rápidas para estrangeiros que cometerem crimes.
Além disso, autorizou as universidades nacionais a cobrarem mensalidades de estudantes que não sejam residentes no país.
Argentina passa a cobrar atendimento médico de estrangeiros para combater 'turismo de saúde'
