A Nissan trouxe a inteligência artificial para sua fábrica em Canton, nos Estados Unidos. O novo sistema adotado pela empresa analisa os movimentos repetitivos dos operários na linha de montagem com câmeras avançadas, que mapeiam as articulações e as posturas dos funcionários que produzem modelos como a Frontier e o Altima.
A ideia da novidade é identificar riscos de lesões e desgastes físicos. Para isso, o monitoramento compara os gestos dos trabalhadores a um padrão ideal de execução conhecido como "golden cycle". Quando o sistema detecta movimentos potencialmente prejudiciais, como inclinações excessivas, a equipe da gerência e de engenheiros avalia o caso para conferir se o problema está na estação ou se depende do funcionário.
Depois, as soluções variam entre reorientar o operário, alterar a sequência de montagem ou reformular fisicamente a estação de trabalho. Além de proteger a saúde dos funcionários, a ferramenta também colabora na retenção do conhecimento prático acumulado por profissionais veteranos que estão se aposentando.
IA na fábrica da Nissan
A iniciativa foi desenhada após uma avaliação das possibilidades que a tecnologia oferece e, claro, veio para priorizar a ergonomia e o treinamento da equipe para evitar lesões. Mesmo assim, o sistema já rendeu economia estimada em US$ 34 milhões (cerca de R$ 173 milhões) em custos de saúde e segurança do trabalho na unidade.
