Talvez você já tenha ouvido falar da Voyager 2, sonda da NASA que vem vagando pelo espaço há décadas e já está a mais de 21 bilhões de quilômetros da Terra. Para manter os instrumentos da espaçonave ativos por mais tempo, a agência espacial se voltou para uma espécie de “truque” apelidado carinhosamente de Big Bang.
O que acontece é que as sondas Voyager dependem de uma espécie de bateria alimentada pelo calor gerado pelo decaimento do plutônio, um isótopo. Só que essas “baterias” perdem cerca de quatro watts por ano em cada espaçonave, e se considerarmos que ambas somam mais de 50 anos de viagem pelo espaço, a preocupação da agência espacial não surpreende.
É aqui que entra o “Big Bang”. Os sistemas da sonda estão operando no limite, e para dar um pouco mais de fôlego, os engenheiros desativaram alguns equipamentos sem fins científicos da sonda e adotaram alternativas para mantê-la aquecida mesmo tão longe do Sol. Portanto, o “Big Bang” em questão redirecionou a eletricidade da bateria nuclear do para conter a queda de energia sem comprometer o aquecimento da nave.
Sonda Voyager
Com o procedimento, o esperado é que os três equipamentos científicos da Voyager 2 continuem ativos por pelo menos mais um ano, adiando o desligamento forçado de sensores que coletam dados do espaço interestelar, ou seja, aquele fora do nosso Sistema Solar.
