Oficialmente, o Congresso Nacional retomou as atividades em 1º de agosto, mas os parlamentares se deram, na prática, uma semana a mais de folga antes do chamado esforço concentrado nesta semana.
Com sessões em regime semipresencial e o calendário eleitoral no radar, a presença de deputados federais e senadores em Brasília ainda é baixa. A tendência é que o ritmo de votações permaneça limitado nos próximos meses.
A fila de propostas à espera de análise, por sua vez, é extensa. O cenário, porém, possibilita a votação apenas de projetos consensuais e deixa pelo caminho pautas consideradas polêmicas ou de grandes mudanças estruturais antes das eleições.
É nesse contexto que algumas das principais bandeiras do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentam dificuldade para avançar no Legislativo.
O projeto de combate à misoginia, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública estão entre as matérias sem perspectiva clara de votação antes de outubro.
A resistência parte do centrão e da oposição, que avaliam que essas propostas podem beneficiar Lula em sua tentativa de reeleição. A falta de perspectiva de avanço também fez o próprio presidente reduzir as referências ao fim da escala 6×1 entre as principais ações de governo.
A questão, no entanto, vai além do calendário legislativo.
