O ex-chefe do serviço secreto de inteligência do Reino Unido (MI6), Sir Richard Moore, afirmou nesta terça-feira, 11, na revista Fortune, que o principal risco para os CEOs atualmente não está necessariamente em acontecimentos imprevisíveis, mas no impacto acumulado de problemas que as empresas já conhecem. Para ele, a combinação de crises como a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia, as tensões envolvendo Irã e China e as disputas comerciais exige que as companhias reforcem sua capacidade de adaptação.
Atualmente, Moore assessora líderes por meio da divisão de Consultoria Global em Risco Político da Teneo e da Sixth Street. Em entrevista à jornalista Diane Brady, ele defendeu que a resiliência deve ganhar espaço nas decisões empresariais diante de um ambiente internacional mais instável.
"Costumávamos dizer que a cultura devorava a estratégia no café da manhã", disse. "Acho que agora ouvimos as pessoas dizerem que a resiliência devora a eficiência no café da manhã. É preciso ter essa capacidade de se levantar do chão e seguir em frente".
Empresas precisam entender as diferenças entre países
Segundo Moore, a globalização também tornou mais complexa a avaliação de riscos. Para ele, empresas que atuam em vários mercados não podem presumir que países de uma mesma região tenham posições semelhantes sobre temas econômicos e geopolíticos.
"As pessoas não se alinham mais tão perfeitamente dentro de um grupo", disse ele.
