Uma falha crítica no Zoom poderia permitir que invasores assumissem o controle de dispositivos durante uma chamada. A vulnerabilidade foi descoberta pela A Security com menos de 20 comandos em modelos de inteligência artificial disponíveis publicamente, em um processo concluído em menos de 24 horas.
O problema estava relacionado ao recurso de anotações do aplicativo e não exigia clique, download ou qualquer outra ação da vítima. O Zoom já implementou correções para a vulnerabilidade.
Falha estava nas anotações do Zoom
O recurso de anotações permite que participantes desenhem na tela durante o compartilhamento. Foi nessa ferramenta que os pesquisadores encontraram uma falha de corrupção de memória.
Segundo a A Security, o Zoom processava automaticamente determinadas mensagens recebidas. Com uma mensagem especialmente preparada, um invasor poderia corromper a memória do dispositivo e executar código.
O ataque funcionava nos dois sentidos: um participante malicioso poderia atingir o apresentador, enquanto um apresentador comprometido poderia alcançar outros participantes. A vítima não precisaria clicar em nada.
A vulnerabilidade estava presente nas versões do Zoom até a 7.0.5 e, de acordo com os pesquisadores, afetava diferentes dispositivos e sistemas, incluindo:
Windows;
macOS;
Linux;
iPhone;
Android.
