Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10), deixando ao menos 132 mortos e provocando o colapso ou danos em milhares de imóveis. O tremor ocorreu nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó, mas os impactos também foram registrados em cidades como Cali, Manizales e Pereira.
O abalo, identificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos como resultado principalmente de uma movimentação horizontal entre blocos da crosta terrestre, ocorreu a cerca de 110 quilômetros de profundidade. A intensidade do evento, porém, não é apontada como a única explicação para o elevado número de estruturas afetadas.
Pesquisas experimentais sobre edificações construídas segundo práticas comuns na Colômbia indicam que determinadas características das paredes de concreto podem aumentar a vulnerabilidade dos imóveis durante um terremoto. Entre os principais problemas estão a pouca espessura das paredes, a quantidade reduzida de aço e a dificuldade de reforçar adequadamente suas extremidades.
Construções vulneráveis ajudam a explicar os colapsos
A resistência de um edifício depende de diferentes componentes. Lajes, vigas e pilares suportam principalmente as cargas associadas ao peso da própria estrutura e ao uso do imóvel. Já as paredes de concreto armado desempenham papel importante diante de forças laterais, como as provocadas pelo vento e, em situações extremas, por terremotos.
