BRASIL - O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu o indulto aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e afirmou que planejar um crime não equivale a cometê-lo. A declaração foi dada nesta terça-feira (11), durante entrevista ao canal MyNews.
Ao comentar mensagens que indicariam planos de atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador de Minas Gerais afirmou que a preparação de uma ação não deveria receber o mesmo peso de um crime executado.
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“Uma coisa é executar, outra coisa é idealizar, às vezes é pensar sobre algo”, afirmou.
Segundo o candidato, as mensagens poderiam servir como alerta, mas não seriam suficientes para caracterizar crime caso os planos não tivessem sido colocados em prática.
“Me parece que há aí um excesso. Para mim vale o que aconteceu e não aquilo que talvez se idealizou, se pensou. Porque, se for para ser crime o que se pensa, eu acho que a maioria das pessoas teria de ser detida”, declarou.
Críticas aos julgamentos do STF
Durante a entrevista, o candidato também questionou a isenção do STF para julgar os processos relacionados aos atos de 8 de Janeiro. Ele citou a presença de ministros indicados por diferentes governos e fez críticas à atuação da Corte.
