Uma equipe internacional de cientistas conseguiu tirar a foto mais nítida já feita da superfície do Sol. Com o Telescópio Solar Inouye, da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, eles conseguiram flagrar pela primeira vez algumas estruturas magnéticas instáveis na superfície do nosso astro.
Detalhado em artigo publicado na revista Nature, o feito contou com pesquisadores do Observatório Solar Nacional norte-americano e do Instituto Max Planck, da Alemanha. Juntos, eles identificaram padrões giratórios no plasma solar, que indicam diretamente as chamadas Instabilidades Kelvin-Helmholtz (ou “KHI”, na sigla em inglês).
Claro que o resultado é visualmente espetacular por si só, afinal, não é uma tarefa simples registrar a superfície do Sol em resolução tão alta, aliás, o telescópio é tão sensível que capturou até as dinâmicas do fluido do Sol. No entanto, o interesse dos cientistas nos dados obtidos vai além.
Foto do Sol
De forma resumida, as instabilidades de Kelvin-Helmholtz ocorrem quando duas camadas de fluidos se deslocam em velocidades diferentes, o que gera turbulências e redemoinhos como aqueles da imagem.
Nas bordas magnéticas do Sol, a variação de velocidade do plasma aquecido cria estruturas espirais visíveis que, até então, foram previstos apenas em simulações numéricas.
