O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), por 10 votos a 5, a continuidade de um processo contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar.
A ação foi apresentada, em março deste ano, pelo partido Missão e questiona declarações da deputada nas redes sociais após ela ser eleita para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Hilton é a primeira mulher transexual a comandar o colegiado. A sua eleição foi amplamente criticada pela oposição. Nas redes sociais, a deputada respondeu críticas em uma publicação. O Missão afirmou haver quebra de decoro na mensagem publicada.
No X (antigo Twitter), a deputada disse, em 11 de março: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa.”
Na ação apresentada, o Missão critica a postura “incompatível com o decoro” da deputada e pede a perda de mandato da parlamentar.
Aliados da deputada disseram, na reunião, que o processo se trata ainda de uma “revanche” pela eleição na Comissão da Mulher. Parlamentares do PSOL também destacaram a prerrogativa de imunidade parlamentar e disseram haver viés preconceituoso contra a deputada.
O relator da ação foi o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara.
