Após ter o sonho de atuar na Copa do Mundo de 2026 frustrado por ter sua entrada nos Estados Unidos negada em junho, o árbitro somali Omar Artan foi convidado pela Uefa para apitar a final da Supercopa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, que será disputada nesta quarta-feira (12).
Antes do início do Mundial, Artan ficou sob os holofotes da mídia após não conseguir entrar no território americano ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, apesar de integrar o grupo de árbitros selecionados pela Fifa para o torneio.
“Foi um período muito difícil”, reconhece o árbitro de 34 anos em uma entrevista publicada no site da Uefa.
“Muitas pessoas demonstram solidariedade porque, quando você trabalha por muitos anos para realizar um projeto e, no final, não consegue realizá-lo, é muito difícil”, acrescenta ele.
Recusa do Departamento de Estado
O Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou essa recusa explicando que o árbitro estava “ligado a indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas”, o que “tornava o viajante inelegível para entrar” em seu território.
Acusações que Artan nega e que geraram indignação na Somália, onde árbitro foi recebido como herói ao retornar.
“O que aconteceu com ele é lamentável, mas não controlamos tudo”, declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
