O mercado automotivo da China seguiu sob pressão em julho, com a demanda doméstica perdendo fôlego em meio à alta do petróleo e a um ambiente macroeconômico fraco.
As vendas no varejo de carros de passeio caíram 20,9% em julho ante um ano antes, para 1,46 milhão de unidades, informou nesta terça-feira (11) a CPCA, como é conhecida a associação do setor.
Na comparação com junho, houve recuo de 8,8%.
Depois de dez meses consecutivos de queda, o início do segundo semestre não trouxe sinais de recuperação.
Segundo a CPCA, o mercado piorou com o encarecimento do petróleo, a sazonalidade desfavorável e a antecipação de compras estimulada por campanhas promocionais em junho.
A associação afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e que a gasolina no mercado doméstico chinês subiu com força neste ano, encarecendo o custo de ter e manter um carro a combustão.
Isso, segundo a CPCA, enfraqueceu ainda mais a demanda por veículos convencionais e acelerou a migração para elétricos e híbridos.
Os NEVs (chamados veículos de nova energia), categoria que inclui elétricos e híbridos, continuaram ganhando participação e responderam por 65,1% das vendas totais em julho.
Ainda assim, as vendas no varejo de NEVs recuaram 3,9% ante um ano antes, para 951 mil unidades.
As exportações ajudaram a compensar a fraqueza doméstica.
