Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, provocando destruição em larga escala e levando o país a declarar estado de desastre nacional. Em entrevista ao Live CNN, o geofísico do SGB (Serviço Geológico do Brasil) Marcos Ferreira explicou as características técnicas do evento e suas diferenças em relação ao terremoto que havia atingido a Venezuela semanas antes.
Contexto geológico: placas tectônicas sob tensão
Segundo o especialista, os dois eventos, o da Venezuela e o da Colômbia, são distintos entre si, mas compartilham o mesmo contexto geológico. “São regiões que estão sob tensão, efetivamente devido à movimentação da placa Sul-Americana junto com a placa de Nazca, especialmente no caso da Colômbia”, explicou o especialista.
Na Venezuela, há ainda o envolvimento da placa do Caribe, o que torna os mecanismos de cada evento diferentes, embora ambos estejam inseridos no mesmo conjunto de forças tectônicas que acumulam energia e a liberam na forma de terremotos.
O terremoto que atingiu a Colômbia ocorreu a mais de 110 quilômetros de profundidade. Marcos Ferreira explicou que, embora essa profundidade não seja extrema no contexto sísmico global, já que existem eventos nas mesmas placas que ocorrem a mais de 500 quilômetros de profundidade, ela é significativa.
“No caso da Colômbia, esse evento ocorre muito mais profundo“, afirmou.
