Mortos passam de 220 após terremoto na Colômbia; equipes buscam vítimas sob escombros
"A gente não pensou duas vezes, só saiu pelas escadas. A cada andar que a gente ia descendo, ia saindo mais gente correndo, desesperado". O relato é da roraimense Hellen Crys de Souza, que estava de férias em Bogotá, na Colômbia, quando um terremoto atingiu o país nesta segunda-feira (20).
O terremoto, de magnitude 7,4, foi o mais forte registrado na Colômbia na última década. Segundo o balanço mais recente, o desastre deixou mais de 200 mortos, mais de 500 feridos e dezenas de desaparecidos.
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O epicentro foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 103 km de profundidade. A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá, capital do país, onde Hellen e uma amiga estavam.
Hellen Crys e a amiga Eduarda Santos durante férias na Colômbia.
Arquivo pessoal
A jovem contou ao g1 que estava na Colômbia havia cerca de uma semana, mas estava em Bogotá havia apenas dois dias. Ela tinha acabado de acordar quando sentiu o terremoto e, inicialmente, achou que a amiga estivesse se mexendo na cama. As duas estavam no 14º andar de um prédio.
"Eu olhei pra minha amiga e vi que ela estava quieta, e eu acordei ela e falei: 'tu tá sentindo isso?' Ela falou: 'tô'. A gente pensou que fosse terremoto, só não queria acreditar. A gente correu e foi para o chão e, quando ela abriu a porta, ouviu o barulho da sirene", contou.
'Foi desesperador', diz brasileira que viveu terremoto durante férias na Colômbia
