Gianni Infantino sobrevive por mais um dia, por enquanto.
Em qualquer outro âmbito da vida, ele já teria feito as malas. A governança do futebol, porém, opera em uma realidade alternativa.
Sem disposição para sair por vontade própria, ele se agarra ao poder, encorajado a atravessar a maior tempestade de sua própria criação que já envolveu a ele e à sua organização em seus 10 anos de mandato.
Uma declaração de desculpas divulgada semana passada e o compromisso de não deixar a história se repetir, no entanto, fizeram pouco para apaziguar o escrutínio cada vez mais intenso sobre sua liderança.
Com o órgão governante do futebol europeu, a Uefa, reforçando sua ameaça de boicote às competições da Fifa e com as linhas de batalha sendo traçadas por todo o cenário futebolístico global, a questão ainda paira: o mais recente lance de Infantino é uma suspensão da execução, uma tentativa de reação ou o início de uma prolongada guerra de desgaste?
Cenário fragmentado
Antes da Copa do Mundo deste verão, foi noticiado que mais de 200 das 211 associações nacionais que compõem a Fifa haviam declarado apoio a Infantino para sua reeleição no próximo ano.
E até este momento, o dirigente de 56 anos parecia ser à prova de balas.
