Transformações no controle do Credcesta, cartão originalmente criado para servidores públicos da Bahia comprarem produtos básicos, impulsionaram o crescimento dos negócios de Daniel Vorcaro e consolidaram sua fortuna a partir de 2018. A informação é do site Poder360.
A trajetória teve início quando o Banco Máxima, mais tarde rebatizado como Master, passou a atuar fortemente no segmento de crédito consignado. O negócio contou com o apoio do empresário baiano Augusto Lima, que assumiu o comando do programa naquele ano.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Originalmente gerido pela Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), o Credcesta fazia parte de uma rede estatal de supermercados que acumulava prejuízos. O fato levou o governo da Bahia a optar pela privatização, ideia surgida ainda sob Jaques Wagner (PT-BA).
Depois de tentativas frustradas de venda, em 2016 e março de 2018, a gestão, já sob Rui Costa (PT-BA), modificou o edital para tornar o negócio mais atrativo, principalmente ao conceder exclusividade na operação do Credcesta ao comprador.
Venda da Ebal e transformação do Credcesta
Em abril de 2018, a venda da Ebal arrecadou R$ 15 milhões, valor muito inferior aos R$ 81 milhões exigidos inicialmente. Pouco depois dessa aquisição, dois decretos de Rui Costa autorizaram a transformação do Credcesta em plataforma bancária, de modo a permitir empréstimos consignados com taxas de até 5% ao mês e comprometimento de até 30% do salário dos servidores.
