Existe uma região do planeta onde o campo magnético da Terra apresenta menor intensidade em comparação a outras áreas. Localizada sobre parte da América do Sul e do Oceano Atlântico Sul, a Anomalia Magnética do Atlântico Sul desperta o interesse dos cientistas por seus impactos na exploração espacial e por atingir diretamente o território brasileiro.
Para detalhar o que existe por trás desse fenômeno, o Olhar Espacial da última sexta-feira (7) recebeu Gelvam André Hartmann, docente do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Graduado em Física, com mestrado e doutorado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP), ele realizou estágio de doutorado no Institut de Physique du Globe de Paris e pós-doutorados na USP e no Observatório Nacional. Ele coordena projetos financiados por instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em colaboração com cientistas do Brasil e do exterior.
Anomalia magnética sobre o Brasil “não é um defeito”, diz especialista
No programa, o especialista começou desmistificando a própria palavra “anomalia”, que na geofísica “não significa um defeito, mas sim qualquer fenômeno que destoa de uma média”.
