A energia elétrica residencial foi, pelo quarto mês consecutivo, o item de maior impacto individual sobre a inflação. Em julho, a conta de luz subiu para 3,09% e contribuiu com 0,13 ponto percentual (p.p.) para o índice, conforme divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11).
Ao todo, o IPCA do mês ficou em 0,07%, após alta 0,16% registrada em junho.
O avanço da energia refletiu reajustes tarifários em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, além da manutenção da bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
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A pressão sobre a conta de luz fez o grupo Habitação acelerar para 0,99% em julho, com impacto de 0,15 ponto percentual, o maior entre os grupos pesquisados.
Também pesou sobre Habitação a taxa de água e esgoto, que avançou 0,40%, refletindo reajustes em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Em sentido contrário, o gás encanado recuou 0,04%, após a redução das tarifas no Rio de Janeiro.
Já em Transportes, o movimento foi mais moderado. O grupo avançou 0,05%, em meio à alta de 11,67% das passagens aéreas e à queda de 1,44% dos combustíveis.
Todos os combustíveis pesquisados ficaram mais baratos no mês: etanol recuou 2,26%; gasolina, 1,37%; diesel, 1,22%; e gás veicular, 0,08%.
*Sob supervisão de Jenifer Ribeiro
