Diante das restrições impostas pela União Europeia (UE) e do esgotamento da cota chinesa para carne bovina sem tarifas, produtores brasileiros buscam ampliar sua presença em mercados de alto valor, como Japão, Coreia do Sul e Canadá. Esses países passaram a ser prioridade nas negociações do setor.
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As exportadoras brasileiras concentram esforços na conclusão dos acordos comerciais entre Mercosul e os três países, cujas tratativas avançam, mas ainda dependem de alinhamentos políticos e sanitários. A expectativa é otimista, mas a entrada efetiva da carne brasileira nesses mercados ainda exige etapas regulatórias e negociações diplomáticas.
Avanço das negociações com Japão, Coreia e Canadá
Nesta terça-feira, 11, uma missão da Coreia do Sul visita frigoríficos brasileiros para avaliar as condições sanitárias, passo considerado fundamental para a abertura do mercado coreano ao produto nacional. O tema ganhou destaque na relação bilateral depois da visita do presidente sul-coreano a Brasília no final de julho.
O mercado coreano se mostra estratégico, pois o país importa cerca de 60% da carne bovina que consome, colocando-o como o quarto maior comprador global. Em 2025, a Coreia gastou US$ 6,9 bilhões na aquisição de 500 mil toneladas do exterior. No entanto, a falta de acordo sanitário para carne in natura ainda impede o início das vendas brasileiras.
