O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi acusado pelo comerciante Luiz Antônio Lopes de forjar denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), agora candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
O petista negou as acusações e acionou o STF (Supremo Tribunal Federal), na segunda-feira (10), pedindo pela anulação da investigação. O caso faz referência à apuração de violência sexual contra Gaspar, que teria tido um filho com uma jovem menor de idade.
A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), em 28 de março. Gaspar era relator da comissão e alega ser vítima de acusação caluniosa.
Em abril, Luiz Antônio Lopes afirmou, em depoimento à Polícia Legislativa Federal, que participou de uma armação, “mediante promessa de pagamento”, para acusar Alfredo Gaspar de estupro.
Segundo o depoimento, ao qual a CNN Brasil teve acesso, Luiz Antônio disse que tinha observado a presença de uma jovem perto do local onde trabalhava. Em uma das ocasiões, ela estaria acompanhada por uma jornalista e um assessor do parlamentar chamado Lucas, a reportagem verificou que não há, atualmente, ninguém no gabinete de Lindbergh com este nome.
Luiz Antônio também disse que essa jovem “havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa” para acusar um político de estupro de vulnerável e de ser pai de seu filho.
