O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não avançar com o processo de adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo apurou a CNN Brasil. Enquanto isso, os principais rivais do petista nas urnas defendem que o Brasil integre o chamado “clube dos ricos”.
O Brasil iniciou em 2022, então sob a presidência de Jair Bolsonaro (PL), o ingresso na OCDE - grupo formado especialmente por países desenvolvidos. O processo de adesão dura anos e requer que o país alinhe suas leis, economia e políticas públicas às práticas do “clube”.
Desde 2023, já sob Lula, a gestão federal tem um grupo de trabalho, que ouve ministérios, avalia bônus e ônus do ingresso e toca o processo.
A avaliação de auxiliares do petista, contudo, é de que não haveria vantagem na adesão. Diplomatas afirmam, nos bastidores, que o Brasil já participa de grupos e comitês pontuais do grupo e obtém ganhos de seu interesse. A posição de membro não acarretaria benefícios adicionais, argumentam.
O ingresso somente levaria à necessidade de o Brasil aderir ao arcabouço normativo da OCDE - que contém cláusulas prejudiciais para países em desenvolvimento, afirmam estas fontes. Um dos principais argumentos utilizados é de que nenhum dos “grandes países emergentes” integra o grupo.
Uma fonte aponta que o Brasil, para aderir à OCDE, precisaria abrir mão de condicionantes para o investimento internacional, por exemplo.
