A despesa financeira do governo federal foi de R$ 149 bilhões no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 1,09% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com cálculos feitos pelos economistas Matheus Rosa e Lívio Ribeiro, da consultoria BRCG, a pedido do jornal O Globo.
O montante se aproxima de todo o valor registrado no ano passado, que somou R$ 161 bilhões. O aumento das despesas financeiras do governo pressiona ainda mais a dívida pública, uma das maiores preocupações de economistas e analistas do mercado neste momento.
Dentro das despesas financeiras do governo estão operações como aportes em fundos garantidores e repasses para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos em programas de crédito.
O indicador é importante porque avalia as ações do governo fora do gasto primário, levando em consideração os efeitos sobre a economia e a inflação.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
O gasto primário, por sua vez, é o desembolso tradicional do governo - salários, aposentadorias, custeio da máquina e investimentos. Trata-se, em linhas gerais, do valor considerado para o cumprimento do arcabouço fiscal.
O levantamento da consultoria não inclui os gastos com juros da dívida pública, apontados como os itens mais significativos no âmbito das despesas financeiras, mas que não estão sob o guarda-chuva do governo. Em valores orçados, o nível previsto para este ano é o mais alto desde a pandemia.
