O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou nesta terça-feira (11), na ata da reunião de agosto, que a magnitude do ciclo de juros será ajustada “à luz da evolução do cenário”. O colegiado também reiterou que choques de oferta têm influenciado a trajetória recente e prospectiva da inflação e que eventuais efeitos de segunda ordem serão monitorados com atenção.
No encontro encerrado na última quarta-feira (5), o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14,00%. Foi o quarto corte consecutivo.
Na ata, o comitê afirma que não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, mas ressalta a necessidade de agir com firmeza caso os efeitos de segunda ordem se materializem. Segundo o colegiado, essas pressões exigem acompanhamento porque podem alterar a dinâmica inflacionária.
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O Banco Central também registrou que as evidências de transmissão da política monetária para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Ainda assim, avaliou que a inflação segue pressionada pela demanda, o que requer manutenção do caráter restritivo da política monetária.
O documento reafirma ainda que o balanço de riscos para a inflação permanece com assimetria altista.
