Socorristas e voluntários removem os escombros com as mãos na Colômbia em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto mais forte da última década, que deixou até agora 132 mortos, 483 feridos e dezenas de construções colapsadas.
Na manhã de segunda-feira (10), as principais cidades do oeste do país viveram momentos de pânico, com milhares de pessoas nas ruas, enquanto prédios desabavam ou sofriam graves danos, constataram jornalistas da AFP.
O sismo de magnitude 7,4 ocorreu às 7h34 locais (9h34 de Brasília), segundo os serviços geológicos colombiano e dos Estados Unidos.
A maior parte da cidade de Pereira, a mais afetada, está sem energia elétrica, enquanto dezenas de voluntários procuram com lanternas sinais de vida sob as ruínas dos prédios.
“É muito angustiante, não tenho palavras para tudo o que está acontecendo neste momento. Estamos tentando retirar os escombros porque aqui ficavam todos os vendedores de loteria”Juana Marín, que trabalha no setor de marketing, de 25 anos, à AFP
Pereira registra pelo menos 60 mortos, segundo a Associação Colombiana de Cidades Capitais, que divulgou um balanço atualizado.
“Eu me sinto derrotada. É triste demais ver a cidade inteira assim, sabendo que ainda há gente com vida”, acrescentou Marín.
O sismo revive a tragédia do forte terremoto de 1999, que deixou quase 1.200 mortos na região.
