O pagamento de salários acima do teto constitucional consumiu R$ 24,3 bilhões além do limite previsto para o funcionalismo público em 2025, segundo levantamento citado na Carta do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) deste mês.
O valor beneficiou 67,3 mil servidores, com concentração entre magistrados, integrantes do Ministério Público, advogados e defensores públicos. Do total, R$ 22,8 bilhões, equivalentes a 94% do excedente, foram destinados a 48,6 mil pessoas.
+ Entenda mais sobre Política em Oeste
O levantamento aponta ainda que o descumprimento do teto se tornou recorrente nas carreiras jurídicas: atingiu 85,1% da magistratura, 89,1% do Ministério Público e 52,8% da advocacia pública, considerando ativos, inativos e pensionistas.
A Carta é assinada pelo pesquisador Luiz Guilherme Schymura, do FGV Ibre, com base em pesquisas do cientista político Sérgio Guedes-Reis, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego e auditor de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União.
Em valores de 2025, o teto para essas carreiras era de R$ 46,3 mil mensais, ou R$ 630 mil anuais, equivalente ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A mediana, contudo, superava esse limite em 61% entre juízes, desembargadores e ministros e em 40% no Ministério Público.
