O governo está inclinado a prorrogar o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto, mesmo com o forte protesto das empresas do setor, que reclamam de insegurança jurídica e perda de atratividade para investimentos no Brasil.
Segundo relatos feitos à CNN por auxiliares diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o conflito no Oriente Médio ainda não dá sinais firmes de trégua, o que tornaria precipitada a descontinuidade da cobrança.
Reservadamente, um ministro afirmou que o desejo do governo é acabar com as subvenções ao óleo diesel e à gasolina, mas só vê condições de isso ocorrer quando o petróleo se estabilizar minimamente abaixo do patamar de US$ 80 por barril.
Nesta segunda-feira (10), o barril do Brent com entrega para outubro teve aumento de 4,99% e fechou a US$ 87,72. A alta foi atribuída ao ceticismo dos agentes sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
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A fim de conter os impactos na guerra no mercado brasileiro, o governo começou a subsidiar os derivados de petróleo. Para bancar a subvenção, além do aumento das receitas com royalties, publicou uma medida provisória criando o imposto de 12% sobre as exportações de óleo bruto.
A MP 1340 perdeu a validade no início de julho, sem ter sido analisada pelo Congresso Nacional.
