Na semana de esforço concentrado do Congresso, o agro tenta avançar nas negociações para incluir medidas em favor do etanol no PLP 114, enquanto acompanha no Senado projetos sobre seguro rural, preços mínimos, fertilizantes e fiscalização ambiental.
Na Câmara, o principal foco do setor é a votação do PLP (Projeto de Lei Complementar) 114/2026. O texto já tem parecer da deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), mas ainda há pontos em negociação entre parlamentares e governo para viabilizar a aprovação.
A discussão ganhou força depois que o governo decidiu manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. Com a manutenção do benefício, parlamentares da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) voltaram a cobrar uma compensação para o etanol, para evitar perda de competitividade do biocombustível diante da gasolina.
O setor chegou a defender uma subvenção mínima de R$ 3,5 bilhões para o etanol. A equipe econômica, por outro lado, busca limitar o impacto fiscal e avalia os efeitos de uma eventual extensão da medida a outros biocombustíveis, como o biodiesel.
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) tem atuado ativamente nas negociações com o governo e afirmou recentemente que ainda estavam sendo discutidos ajustes para viabilizar a votação.
O parecer já incorporou uma salvaguarda para manter o diferencial competitivo dos biocombustíveis caso o governo reduza a tributação ou conceda subvenção aos combustíveis fósseis.
