A elevada umidade mantém em alerta os produtores argentinos diante do atraso na colheita do milho tardio, enquanto as temperaturas acima do normal e a baixa radiação solar aceleram o desenvolvimento do trigo e aumentam o risco de doenças. O cenário observado em julho é apontado pela BCR (Bolsa de Comércio de Rosário), que alerta para possíveis impactos nas duas culturas.
No início de agosto, 47% do milho tardio, o equivalente a cerca de 150 mil hectares, ainda estava por colher. O avanço dos trabalhos ficou praticamente interrompido durante julho devido às condições de umidade, aumentando a preocupação entre os técnicos consultados pela BCR. Em algumas áreas, já foram observados problemas de germinação dos grãos ainda nas plantas.
“Hoje nossa grande preocupação passa pela colheita do milho tardio. Já estamos vendo lotes de sorgo brotados. Ninguém quer ir ver como estão as lavouras de milho. Nos dá medo”, relataram técnicos da região de Alvear, segundo o levantamento.
No trigo, a situação é diferente. De modo geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, mas as temperaturas mais elevadas provocaram um avanço do ciclo. Em Corral de Bustos, por exemplo, alguns lotes já se aproximam do início do encanamento, fase que normalmente ocorre mais adiante no mês.
Em María Susana, os técnicos também observaram sinais de possível antecipação do encanamento.
