O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga nesta terça-feira (11) o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, enquanto o Banco Central publica a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). As expectativas dos economistas apontam para uma inflação próxima da estabilidade no mês, com alívio principalmente nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto os serviços continuam no radar.
Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o IPCA deve registrar uma alta marginal de 0,08% em julho. Segundo ele, o resultado deve ser favorecido pelo comportamento sazonal dos alimentos no meio do ano e pela queda nos preços da gasolina, influenciada pela redução do valor do etanol.
“Acho que, no geral, o IPCA vai mostrar uma inflação positiva aqui na margem, em linha com as últimas divulgações”, afirmou Sung.
O economista avalia ainda que o resultado qualitativo também deve ser benigno, com desaceleração dos núcleos de inflação e do índice de difusão. O principal ponto de atenção, porém, continua sendo o comportamento dos serviços intensivos em mão de obra, que ainda apresentam resistência à desaceleração.
A expectativa é semelhante à de Gustavo Cruz, estrategista da Sincra, que projeta alta de apenas 0,01% para o IPCA de julho. Para ele, o período do ano costuma apresentar uma inflação mais baixa por fatores sazonais, enquanto medidas do governo sobre combustíveis também ajudaram a conter as pressões sobre os preços.
