O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, negou nesta segunda-feira, 10, ter sido responsável pela criação da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança sobre compras internacionais aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda.
“Não tem nada a ver com arrecadação, não tem nada a ver comigo, tem a ver com os governadores e com o Congresso Nacional”, disse Haddad, em sabatina à CNN Brasil. A emissora prevê entrevistar o governador Tarcísio de Freitas na próxima quarta-feira, 12.
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Segundo o ex-ministro, a discussão começou com uma iniciativa dos Estados para cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos importados. “Fui procurado pelos governadores, inclusive pelo Tarcísio, para cobrar o ICMS das importações, então quem começou a cobrar a taxa foram os governadores”, declarou.
Haddad afirmou que a tributação federal partiu do Congresso e que Lula inicialmente se opunha à medida e chegou a considerar vetá-la. Segundo o candidato, o presidente mudou de posição depois de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, informar que a proposta teria apoio unânime dos partidos e que, nesse cenário, o Congresso derrubaria um eventual veto.
Haddad também negou que a cobrança estivesse relacionada ao ajuste fiscal conduzido pela Fazenda. “Não era arrecadatório, tinha nada a ver com arrecadação”, afirmou.
