O pão que antes era feito em casa, com receitas aprendidas com a mãe, começou a virar oportunidade de renda para a curitibana Ione Zanoto, de 53 anos. Depois de trabalhar durante anos com vendas de carros, ela precisou repensar a carreira após descobrir um câncer de tireoide.
Para profissionalizar o que já fazia, procurou os cursos gratuitos de qualificação oferecidos pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, em parceria com o Senac.
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No fim de julho, estava no Liceu do Bairro Alto fazendo o curso de Pães Doces e Salgados, o terceiro que frequentou. Mesmo já trabalhando com panificação, Ione Zanoto descobriu nas aulas que fazer um produto em casa e produzir de maneira profissional são coisas diferentes.
“Cada vez que saio daqui eu vejo o quanto eu não sabia. A gente aprende técnicas, desde o momento de colocar a manteiga até a hora certa de levar o pão ao forno, além de higiene, organização e preparo dos alimentos. É outro mundo”, afirma Ione Zanoto.
Para aprender, conviver e continuar ativo
Na mesma sala de aula, o objetivo era bem diferente para Assunção Martussi, de 77 anos, moradora de Santa Cândida. Ela não pretende transformar os pães em fonte de renda, foi ao curso porque gosta de cozinhar e queria aprender novas técnicas para preparar receitas para a família.
