A visão da atmosfera externa do Sol a olho nu é um dos principais motivos que levam caçadores de eclipses a viajar pelo mundo. No dia 12 de agosto, o fenômeno poderá revelar uma configuração da coroa solar que nunca mais será vista exatamente da mesma maneira.
Todo eclipse solar total é diferente. Embora a silhueta da Lua passando diante do Sol mude pouco, o momento em que nosso satélite natural cobre completamente o disco solar produz um espetáculo extraordinário: o surgimento da coroa.
A coroa solar é uma das maravilhas da natureza. Observar seus delicados filamentos brancos e pontiagudos durante os breves momentos de totalidade é como ter um vislumbre do infinito, mas apenas um vislumbre, porque a coroa está sempre mudando.
Moldada pelo campo magnético constantemente variável do Sol, ela evolui de ano para ano, de mês para mês e até de dia para dia. Por isso, nenhum eclipse solar total revela exatamente a mesma estrutura.
É uma das razões pelas quais os caçadores de eclipses continuam viajando. A coroa, que poderá ser observada durante o eclipse solar total de quarta-feira (12), caso o céu esteja limpo, será um retrato único do Sol em um momento específico do Ciclo Solar 25. Ela refletirá anos de mudanças na atividade magnética, milhares de manchas solares e incontáveis erupções de material solar.
Quando a totalidade terminar, aquela configuração exata da coroa nunca mais será vista. Mas será possível prever como ela poderá se parecer?
