O governo brasileiro abriu uma nova frente de negociação com a China para tentar reduzir os impactos da salvaguarda sobre as exportações de carne bovina. Uma correspondência deve ser entregue pessoalmente nos próximos dias pela diplomacia brasileira às autoridades do Mofcom (Ministério do Comércio da China).
O conteúdo do documento defende uma reavaliação da distribuição das cotas de importação, depois de o Brasil atingir o limite anual previsto para embarques com tarifa reduzida, apurou a reportagem.
As tratativas envolvem o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
A avaliação do governo é que, neste momento, interromper o fluxo comercial pode prejudicar tanto exportadores brasileiros, quanto compradores chineses.
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Enquanto Brasil e Austrália já alcançaram praticamente 100% do limite anual permitido para exportação para a China, Argentina e Uruguai ainda teriam espaço disponível. Ao atingir o limite, os exportadores brasileiros terão de pagar uma alíquota de 67%, 12% da taxa que já era cobrada mais 55% de taxa extra, o que inviabiliza os envios para o gigante asiático.
