O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) converteu em preventiva a prisão de Breno de Souza Castro, de 24 anos, que confessou ter matado as duas filhas, de 3 e 5 anos. A audiência de custódia ocorreu nesta segunda-feira (10).
As duas meninas foram encontradas mortas dentro de um carro na zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (9). Breno foi preso em flagrante após procurar uma delegacia e confessar que havia asfixiado as filhas.
Segundo à polícia, o crime teria sido cometido com o objetivo de provocar sofrimento e punir a ex-companheira, prática conhecida como vicaricídio.
De acordo com o boletim de ocorrência, o autor do crime ameaçou a ex-companheira antes de matar as filhas, e chegou a dizer que aquela seria “a última vez” que ela veria as meninas.
Histórico de perseguição após a separação
A mãe das crianças relatou à polícia que manteve um relacionamento com Breno por cerca de oito anos. Os dois estavam separados havia aproximadamente cinco meses, após episódios de agressão física e traições por parte dele.
Conforme relatou a mulher, Breno não teria aceitado o fim do relacionamento e passou a perseguir e ameaçar a mulher.
Para evitar encontros entre os dois, as filhas eram entregues à avó paterna em um ponto intermediário quando iam passar o fim de semana com a família do pai.
Sequência dos fatos
Na tarde de sábado (8), a jovem publicou uma foto com amigas em uma rede social.
