O manejo nutricional correto durante os períodos de oscilação climática é essencial para manter o desempenho ponderal da boiada e proteger a margem financeira do pecuarista. O zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes, respondeu às dúvidas do produtor André Matos, de Carajás (PA), no quadro “Giro do Boi Responde”.
André Matos relatou um cenário de altas temperaturas e pouca chuva na região, questionando o momento mais eficaz para a suplementação do rebanho. De acordo com Felipini, os resultados financeiros mais expressivos e os maiores ganhos de peso por animal ocorrem nos meses em que há disponibilidade de pasto verde e de boa qualidade.
Mesmo em anos de pouca chuva, o período em que a folha da gramínea apresenta bom valor nutritivo é o ideal para a inclusão de suplementos proteico-energéticos, em doses que variam de 0,3% a 2% do peso vivo. A presença de forrageiras de alta digestibilidade potencializa o aproveitamento da ração, além de agir como um tampão natural no rúmen do bovino, prevenindo distúrbios metabólicos.
Investir no cocho no momento adequado garante o máximo retorno sobre cada quilo de insumo fornecido. Nos meses críticos, caracterizados pelo calor intenso e escassez de chuva, a estratégia nutricional deve ser planejada. A suplementação de alta inclusão pode ser utilizada para substituir parcialmente o consumo de capim, aliviando a taxa de lotação dos piquetes e preservando a massa forrageira.
