A CBF anunciou nesta segunda-feira, 10, a adoção de uma série de regras utilizadas na Copa do Mundo de 2026 para as competições nacionais. As mudanças, aprovadas em reunião com clubes das Séries A e B, incluem punições para goleiros que retardarem reposições, restrições ao diálogo com árbitros e ampliação das possibilidades de intervenção do VAR.
As mudanças fazem parte de um processol que também inclui a criação da Liga do Futebol Brasileiro e a promessa de investimentos de R$ 200 milhões em arbitragem até o fim de 2027. Um dos objetivos das novas medidas é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
Atualmente, a Série A registra média de 52 minutos e 54 segundos de jogo efetivo, número abaixo da meta de 60 minutos defendida pela Fifa. Embora nenhuma das principais ligas do mundo alcance essa marca, o Brasileirão segue atrás de campeonatos como Premier League (55min23s), Ligue 1 (56min17s), Bundesliga (56min17s), La Liga (55min09s) e Serie A italiana (54min28s).
Presidente da CBF, Samir Xaud - Staff Images/CBF
Segundo o estudo produzido pela CBF em parceria com a CBF Academy e baseado em dados da Opta Stats Perform, o futebol brasileiro tem potencial para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida apenas reduzindo interrupções recorrentes. Além disso, a Fifa estima que o pacote de regras utilizado na Copa do Mundo seja capaz de acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de jogo efetivo por confronto.
