O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e deixou mais de 100 mortos até o momento acontece pouco mais de um mês depois dos terremotos que causaram danos incalculáveis e a morte de mais de 6 mil pessoas na vizinha Venezuela.
Gustavo Ortiz, doutor em Ciências Geológicas pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica da Argentina, explicou à CNN que “a única coisa que esses dois eventos catastróficos têm em comum é que ocorrem na placa sul-americana, mas o contexto geológico e geotectônico é totalmente diferente”.
“Na América do Sul ocidental, ocorre o processo de subducção, que é quando uma placa, neste caso a placa de Nazca localizada no Pacífico, afunda sob a placa sul-americana”, disse Ortiz.
“Já no caso daquele terremoto fatídico na Venezuela, as placas que entraram em contato foram as placas sul-americana e caribenha, ao norte. Nesse caso, as placas se moveram lateralmente uma contra a outra, e não houve subducção”, acrescentou.
Ortiz também lembrou que os terremotos na Venezuela ocorreram perto da superfície, a uma profundidade de menos de 20 quilômetros, enquanto o terremoto registrado nesta segunda-feira na Colômbia ocorreu a uma profundidade de cerca de 100 quilômetros.
Sobe para 111 número de mortos em terremoto na Colômbia
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que houve pelo menos 111 mortos e 87 feridos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10).
