A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou operações experimentais de conexão direta entre celulares e satélites, tecnologia conhecida como direct-to-cell. A novidade pode permitir o acesso à internet em regiões sem cobertura de torres de transmissão, representando uma mudança significativa na forma como os dispositivos móveis se conectam à rede.
Atualmente, a internet que chega aos celulares depende de uma infraestrutura terrestre composta por torres de transmissão. Conforme explicou Adriano Ponte, do Canaltech, o funcionamento é baseado em células de sinal: “O celular funciona de célula em célula, de antena em antena, todas ligadas ao mesmo tempo, até que em algum momento ele identifica qual antena está mais perto e com o sinal melhor, trocando sozinho entre elas.”
Por isso, em locais sem cobertura, como subsolos ou áreas remotas, a conexão simplesmente deixa de funcionar.
Ao contrário do que muitos imaginam, a tecnologia direct-to-cell não consiste em um satélite geoestacionário de alta órbita se conectando diretamente ao celular, nem em um satélite retransmitindo o sinal para uma torre convencional.
O que ocorre é diferente: satélites de baixa órbita, que operam a cerca de 500 quilômetros de altitude, simulam torres de transmissão diretamente no espaço, comunicando-se com o aparelho celular sem necessidade de equipamento especializado.
