O julgamento contra o ex-líder de uma gangue, acusado de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, começou nesta segunda-feira (10) em Las Vegas, 30 anos depois da morte do astro do hip-hop californiano.
As audiências começaram com a seleção do júri, um processo que deve levar vários dias. A previsão é que se estendam por cerca de um mês.
É pouco provável que os argumentos expliquem quem atirou contra Shakur na noite de 7 de setembro de 1996, quando ele estava em Las Vegas para assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson.
Mas o Ministério Público espera demonstrar que Duane “Keffe D” Davis, ex-líder dos South Side Compton Crips, mandou executar o assassinato e forneceu a arma do crime.
Aos 63 anos, ele pode pegar uma pena de prisão perpétua sem direito a redução da pena. O assassinato continua sendo um dos crimes não resolvidos mais famosos dos Estados Unidos.
Assassinado aos 25 anos, “2pac” era uma figura-chave da famosa rivalidade entre as cenas do hip-hop da costa oeste e da costa leste dos Estados Unidos.
Conhecido por sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me”, Shakur - filho de uma integrante do partido de esquerda Panteras Negras - rapidamente se tornou o arquétipo do ‘bad boy’ da Califórnia quando assinou com a Death Row Records, sediada em Los Angeles.
O julgamento promete retomar a guerra de egos entre seu selo, fundado por Marion “Suge” Knight, e a Bad Boy Records, criada na costa leste por Sean “P. Diddy” Combs.
