Uma guerra de poder lança sombras sobre o futebol mundial: as esperanças do pressionado presidente da Fifa, Gianni Infantino, de haver um período de reflexão, após denunciar a existência de um “esforço orquestrado e contínuo” para minar sua gestão, foram frustradas nesta segunda-feira (10).
Já se passou mais de uma semana desde que Infantino desistiu de seu plano de obter investimento privado para uma nova subsidiária comercial, a Fifa Forward Enterprise (FFE), que seria responsável pela gestão do aspecto comercial das Copas do Mundo.
Três confederações - Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe) e AFC (Ásia) - atacaram o dirigente com firmeza nesta segunda-feira.
“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter, ou exigir, o poder para si próprio (…) Quando a confiança é rompida por meio do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, este dever foi abandonado”, afirmaram as entidades em uma carta conjunta.
Qual é a situação 12 dias após o início da crise?
FIFA leadership holds constructive and positive meeting in Rabat, Morocco.
More details: https://t.co/6orsmB5FMb pic.twitter.com/8SQgVzUF1z, FIFA (@FIFAcom) August 5, 2026
Os partidários
Os dez anos no poder de Infantino e o aumento do financiamento para as 211 associações-membro deram frutos.
