O Banco Master não estava entre as instituições consideradas elegíveis pelo Ministério da Previdência Social para receber recursos de regimes próprios de previdência quando o IPREV (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió) fez o primeiro aporte investigado pela Polícia Federal, no valor de R$ 80 milhões.
A operação foi realizada em 6 de dezembro de 2023. Segundo a PF, o banco só passou a integrar a chamada “lista exaustiva” do Ministério da Previdência em 2024.
O investimento faz parte de um conjunto de duas aplicações realizadas pelo instituto em Letras Financeiras subordinadas emitidas pelo Master. Além dos R$ 80 milhões aplicados em dezembro de 2023, o IPREV fez um novo aporte de R$ 17 milhões em 13 de maio de 2024.
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (10) uma operação para apurar supostas irregularidades na aplicação de recursos previdenciários. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e conta com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).
A investigação também aponta outros problemas nas duas operações realizadas pelo IPREV, que, no total, somaram R$ 97 milhões.
Segundo a PF, a Política Anual de Investimentos do instituto previa, em 2023, uma estratégia-alvo de 0% para ativos de emissão bancária. Em 2024, o limite estabelecido passou a ser de 5%.
