O confinamento de bovinos apresentou melhora nos indicadores econômicos em julho, com redução do custo alimentar e avanço da lucratividade nas principais regiões produtoras do país.
Segundo o ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta Agro), o custo da alimentação passou a representar menos da metade das arrobas produzidas pelos animais confinados no Sudeste, enquanto o lucro da arroba produzida superou R$ 1,1 mil por cabeça tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste.
No Sudeste, o ICAP caiu 2,63% em julho, para R$ 11,48 por cabeça ao dia, o menor nível desde agosto de 2024. Ao mesmo tempo, a arroba do boi gordo subiu 3,77%, para R$ 344,00.
A combinação entre menor custo alimentar e recuperação da receita fez com que apenas 3,64 das 7,59 arrobas produzidas por animal fossem necessárias para pagar toda a alimentação de um ciclo médio de 109 dias.
Com isso, o custo alimentar consumiu 47,9% da produção no período, o menor percentual da série recalculada. A Relação de Troca ICAP/Boi Gordo também atingiu recorde, em 29,97 dias. Na prática, uma arroba vendida passou a pagar praticamente um mês de alimentação no confinamento.
No Sudeste, o lucro da arroba produzida chegou a R$ 1.145,71 por cabeça, alta de 13,73% em relação ao mês anterior. No Centro-Oeste, o indicador alcançou R$ 1.138,30 por cabeça, avanço de 8,08%. A diferença entre as duas regiões foi de apenas R$ 7,41, configurando um empate técnico.
