A General Motors renovou sua joint venture com a chinesa SAIC Motor Corp por mais 20 anos, permitindo que a montadora norte-americana utilize a China como um centro de exportação em meio à crescente concorrência das marcas chinesas, tanto no mercado interno quanto no exterior.
A prorrogação, anunciada em 4 de agosto, chega após uma longa reestruturação da GM na China, que incluiu o fechamento de fábricas e a eliminação de alguns modelos, e marca sua resposta à crescente pressão de montadoras chinesas, como a BYD, tanto na China quanto nos principais mercados internacionais.
Isso também ressaltou os desafios que a montadora norte-americana enfrenta para se livrar totalmente da dependência da China em termos de receita, fabricação de baixo custo e conhecimento tecnológico, mesmo com a persistência das tensões geopolíticas.
A montadora norte-americana afirmou que a prorrogação da joint venture 50-50 resultará em mais trabalho de desenvolvimento de veículos sendo realizado no maior mercado automotivo do mundo, a fim de atender aos gostos locais.
Os termos também permitirão que a GM envie Buicks e Cadillacs da China para o Oriente Médio, África, América do Sul, México e outras regiões da Ásia, começando com as exportações da série Buick Electra, desenvolvida na China, ainda este ano, informou a montadora de Detroit.
A SAIC afirmou em comunicado separado que a parceria renovada permitirá que a “inovação local da China seja compartilhada globalmente”.
